Sunday, October 29, 2006

aL_3D
atelier Livre de Tridimensionalidade


”Os computadores agora começam a preencher a lacuna [entre Arte e Ciência]. Antes eu os utilizava como um instrumento, e me frustrei com isto. Agora eu os utilizo como um elemento criativo que realmente aproxima Arte e Ciência…” Cecil Balmond. In Revista Zoo n.8, Londres, 2001.

________________________________________________________

1_ ENtrevista com Charles Walker, engenheiro civil e arquiteto de formação especializado na realização técnica de estruturas complexas que requerem a integração de modelação em CAD, Análise de Elementos Finitos e Manufatura Integrada por Computador. Trabalha atualmente na firma Ove Arup, uma renomada firma de engenharia inglesa, estabelecida em 1946 e responsável pela construção da Ópera de Sidney e da nova Tate Modern em Londres, sendo uma de suas obras recentes a ponte entre a Suécia e a Dinamarca, considerada a mais longa do mundo. Sua relação com o Brasil se deu através do Pavilhão temporário projetado por Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind para a galeria de arte londrina Serpentine. A firma Ove Arup assumiu o papel de coordenação dos projetos e realização.

_trecho
“a velocidade nos torna mais criativos. Como eu disse antes, a análise que fazemos hoje em três segundos no computador, há quinze anos atrás, poderia levar três semanas. Então, definitivamente, a velocidade permitiu que pudéssemos experimentar mais, principalmente na análise estrutural.”


http://www.vitruvius.com.br/entrevista/walker/walker_9.asp

________________________________________________________

2_ ENtrevista com Andrew Benjamin, professor de Filosofia da Universidade de Warwick - Inglaterra, Professor Visitante de Teoria da Arquitetura da Universidade de Columbia em Nova York - EUA, Crítico Visitante de Teoria da Arquitetura na Architectural Association School of Architecture em Londres - Inglaterra, onde também ensina no curso de pós-graduação de Arquitetura “DRL-Design Research Laboratory” (Laboratório de Pesquisa em Projeto). Atualmente reside na Austrália. Tem publicações na área de Filosofia e Teoria da Cultura, Arte e Arquitetura contemporâneas. Seus livros mais recentes são: Architectural Philosophy; Present Hope: Philosophy, Architecture, Judaism e Reiser + Umemoto: Recent Projects.

_trecho
“O problema do literal é simplesmente este: se pegássemos a noção Deleuziana de dobra, ou a noção de Derrida de deconstrução e perguntássemos o que são estas coisas em Arquitetura…bem, a resposta literal é produzir um prédio que seja literalmete “dobrado” ou literalmente “deconstruído”. O literal é muito sedutor, porque é fácil. No entanto, se o modo como a dobra - a idéia filosófica da dobra, que vem de Leibniz e foi tomada por Deleuze - se isto vai aparecer na Arquitetura, e não é para aparecer literalmente, como aparece? Então, não existe uma resposta direta para esta pergunta, mas é uma boa pergunta. Então, se livrar do literal é permitir que questões surjam como questões; e questões pedagógicas e teóricas sem respostas diretas são muitíssimo importantes, elas fazem as pessoas pensarem.”


http://www.vitruvius.com.br/entrevista/benjamin/benjamin.asp


________________________________________________________

3_ ENtrevista com Fernando Freitas Fuão, arquiteto, doutor pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona com a tese “Arquitectura como Collage”, 1992. Atualmente é professor na Faculdade de Arquitetura e no Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

_trecho
“A dobra é a continuidade do avesso e do direito, do verso e reverso da folha, a arte de instaurar esta continuidade entre as superfícies. Foi mais ou menos assim que compreendeu Deleuze A lógica dos sentidos.”

http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq050/arq050_02.asp

________________________________________________________

4_ ARtigo “O novo paradigma na arquitetura: a linguagem do pós-modernismo” de Ana Paula Baltazar.


Ana Paula Baltazar é arquiteta formada pela UFMG onde também completou seu mestrado em 1998. Atualmente é bolsista da CAPES fazendo doutorado na Bartlett School of Architecture na University College London. Desde 1993 vem desenvolvendo pesquisa no LAGEAR (Laboratório Gráfico para o Ensino de Arquitetura da EAUFMG). Em 1997 fundou juntamente com um grupo de arquitetos o IBPA (Instituto Brasileiro de PerformanceArquitetura) e vem investigando o potencial da performance como estratégia no processo de design arquitetônico. Desde 1999 é membro do London Virtual Reality Group. Tem apresentado e publicado diversos artigos no Brasil e no Exterior

_trecho
“As sete arquiteturas contemporâneas identificadas com uma nova complexidade são: 1. Fractal, cujos exemplos são na maioria projetos de Libeskind e Eisenman usando fractais na geração de forma (planta, fachada, volumetria e padronização de revestimento); 2. Organitech, ecotech ou green architecture, cujo precursor é Ken Yeang com seus projetos de edifícios hightech com preocupação ambiental (outro exemplo dado é Norman Foster e o projeto polêmico para um arranha céu espiral em Londres); 3. Computer science, que é o uso da computação para gerenciar dados no intuito de integrar maior diversidade de fatores, nesse aspecto Jencks aponta Rem Koolhaas como grande exemplo da consideração e manipulação de dados para integração da cultura no espaço (outros exemplos incluem MVRDV e Ben van Berkel, e Jencks enfatiza principalmente os livros S, M, L, XL de Koolhaas e Metacity datatown de MVRDV); 4. Blob (dobra e blob), a tendência dos leitores de Deleuze, cujo maior expoente é Greg Lynn, e diversos escritórios tais como Will Alsop, Frank Gehry, Peter Eisenman e etc., vêm adotando; 5. Landforms, waves, cuja atenção é voltada para a complexidade de ondulação do piso, e aqui Jencks cita a estratégia adotada por Enric Miralles criando uma série de seções consecutivas em vez de trabalhar com curvas de nível (outros exemplos incluem Yokohama Port Terminal do FOA e um projeto de paisagismo do próprio Jencks); 6. New cosmogenic, que refere-se a aplicação dos modelos atuais de investigação do universo na arquitetura, diversos exemplos incluindo jardins do próprio Jencks e a obra de Neil Denari, cuja forma identifica-se com o modelo dobrável do universo (manyfold universe) proposto por Stephen Hawking no livro The universe in a nutshell; e finalmente 7. New form monumental building, cujo exemplo mais popular é o Museu Guggenheim de Frank Gehry em Bilbao.”

________________________________________________________

5_ ARtigo “A Performance Enquanto Estratégia Didática no Ensino de Informática Aplicada à Arquitetura.”
Autores:
Prof. Dr. José dos Santos Cabral Filho - arquiteto coordenador do LAGEAR - EAUFMG
Ana Paula Baltazar dos Santos - arquiteta mestranda em arquitetura - EAUFMG
Maurício Leonard de Souza -bolsista de iniciação científica - EAUFMG
Renata Rocha Pereira - bolsista de iniciação científica - EAUFMG
Sulamita Lino -bolsista de iniciação científica - EAUFMG
Lagear@ez-bh.com.br

1 O IBPA é uma instituição sem fins lucrativos e que pretende ter uma existência performática, no sentido de que sua consistência institucioanl - sua estrutura funcional e burocrática - em si já apresenta elementos de provocação performática. Assim suas regras burocráticas constituem uma crítica irônica às nossas instituições tradicionais com suas hierarquias de poder. Baseado em uma hierarquia mole, flexível e mutante, o IBPA comporta duas seções/facções que buscam atingir o público com estratégias diferenciadas: uma facção Apolínea e uma facção Dionisíaca.. A seção Apolínea lança mão de estratégias sutis de impacto trans-consciente, enquanto a Dionisíaca busca levar a audiência a uma catarse mais ligada ao que se pode chamar do novo-primitivismo urbano.

_trecho
“O que propomos aqui é que esta nova abordagem da arquitetura pode ter na performance um novo veículo de experimentação. A performance enquanto instrumento de reflexão arquitetônica cria um campo de investigação teórica que considera a arquitetura como o lugar de manifestação das relações éticas entre as pessoas, ou seja, arquitetura como o jogo correto e magnífico da interação dos corpos no espaço.”

http://www.arq.ufmg.br/lagear/cabral/Papers/performance.html


________________________________________________________

LINKS_3D_Artistas Digitais

aL_3D

LINKS_3D_Artistas Digitais

http://www.seegmillerart.com
o excelente trabalho de Don Seegmiller.
http://www.mr2k.3dvf.com
site de Michael Roger, MRII02.Excelentes tutoriais.
http://www.polysculpter.fsworld.co.uk
site de Joseph Szabo. Ótimo tutorial.
http://www.3dluvr.com/pepeland
site do espanhol Daniel Martinez Lara.
http://www.thehobbitguy.com
David K. Komorowski. Ótimo tutorial!
http://www.rustboy.com
belíssimo filme em andamento de Brian Taylor.
http://www.conceptart.org
imperdível! Ótimo forum e belíssimos trabalhos!
http://www.alessandrobavari.com
mestre na fotografia/photoshop.
http://www.secondreality.ch
portifólio de Arild Wiro. Excelentes tutoriais.
maxrovat.sns.hu/subdiv
ótimas dicas e links relacionados à modelagem Sub-D.
http://www.3dchopshop.com
Eric Sanford, excelente modelador 3D.
http://www.optidigit.com/stevens
Steven Ståhlberg: o mestre e suas lindas modelos 3D.
http://www.3dluvr.com/mindwork
Can Tuncer, outro talentoso modelador 3D.
http://www.mauricenovembre.com
grande estilo, concepção e modelagem.
www.mobra.hpg.ig.com.br
Moisés Braga, mais um talentoso brasileiro que ainda vai dar muito o que falar. Transita do 2D para o 3D como poucos.
http://www.sketchovision.com
Meats Meier, artista extremamente criativo e talentoso do 3D atual. Imperdível!!!
http://www.lea3d.ch
Portifólio de Jung Hwa Moser, uma Sul-Coreana de grande talento. Não deixe de visitar o site dela!!!
http://www.cg-art.i12.com
Julian J.J-Mortimer, texturas e iluminação impressionantes!!!